Sobre os Arquétipos

A imagem primordial ou Arquétipo é uma “figura disforme”  que reaparece no decorrer da historia humana  sempre que a imaginação criativa for livremente expressa. É portanto em primeiro lugar um elemento constituinte do inconsciente coletivo,formando mitologias,folclore,manifestações artísticas e as mais infindáveis construções da psique humana.

Examinando estas imagens primordiais mais detalhadamente, constataremos que elas são de certo modo, o resultado formado por inúmeras experiências típicas de toda genealogia. Elas são ,por assim dizer, os resíduos psíquicos de inumeras vivências do mesmo tipo. Elas descrevem a média de milhões de experiências individuais  e coletivas apresentando, dessa maneira , uma imagem da vida psíquica dividida e projetada nas diversas formas possíveis e imagináveis.


Mas também as formas primordiais, já são por si só uma elaboração da fantasia criativa aguardando ainda transcrição para uma linguagem compreensível da qual existem apenas indícios dificultosos. Estes conceitos, cuja maioria ainda esta por ser conscientizada, poderiam transmitir-nos um conhecimento abstrato e
empírico dos processos inconscientes que são as raízes das imagens primordiais.


Cada uma destas imagens contem um pouco de psicologia e destino humanos,um pouco de dor e prazer repetidos inúmeras vezes na nossa genealogia, seguindo em média também ao curso da evolução. É como se fosse o leito de um rio encravado no fundo da psique onde a vida que antes se espalhava sobre grandes embora pouco profundas superfícies , de repente se transformasse num poderoso rio caudaloso, quando atinge aquela concatenação especial de circunstancias que desde sempre contribuíram para a realização da imagem primordial.


No momento em que aparece a situação mitologica ou arquetipica  é sempre caracterizado por uma intensidade emocional peculiar é como se cordas fossem tocadas em nós que nunca antes ressoaram, ou como se forças poderosas fossem desencadeadas de cuja existência nem desconfiassemos.

A luta pela adaptação é uma coisa penosa , pois temos que nos confrontar constantemente com condições individuais , quer dizer atípicas , Não é de admirar que quando alcançarmos uma situação atípica ,sintamos de repente ou uma libertação toda especial como se estivéssemos sendo carregados ou sintamos agarrados por uma força superior .

Em tais momentos não somos mais indivíduos , mas uma espécie, pois a voz de toda a humanidade ressoa em nós . Por isso também o individuo quase não tem condições de utilizar suas forças plenamente, a não ser que uma dessas forças representações coletivas que chamamos ideais venham em seu auxilio e desencadeie nele todas aquelas forças instintivas as quais a vontade de consciente comum, por si só jamais teria acesso. Os ideais mais atuantes são sempre variações mais ou menos transparentes de um Arquétipo facilmente reconhecíveis por se prestarem a alegorias o arquetipo é pois assim chamado “participation mystique” do homem primitivo com a terra em que ele vive e que só abriga os espíritos de seus ancestrais

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: