Super Heróis: Os mitos do nosso tempo. Parte II

Dando continuidade ao texto sobre super heróis, vamos falar agora sobre algumas relações dos heróis com o inconsciente, mas retomando a ideia e sentido de que eles são os nossos mitos.

Mito e Sociedade

Baseado em Campbell (1990), é possível observar no mito uma função de auxílio ou de guia como o próprio autor coloca, com a capacidade de colaborar com o homem nesta percepção através de histórias alheias, dando-lhe a possibilidade de reconhecer-se, podendo vislumbrar uma representação para encontrar respostas as suas próprias questões. Ainda segundo o autor, uma vida sem figuras míticas que possuam representação de fato, gera uma maior dificuldade em encontrar respostas significativas a questões que podem ser reconhecidas como coletivas.

A função primária da mitologia e dos ritos sempre foi a de fornecer os símbolos que levam o espírito humano a avançar, opondo-se àquelas outras fantasias humanas constantes que tendem a levá-lo para trás. Com efeito, pode ser que a incidência tão grande de neuroses em nosso meio decorra do declínio, entre nós, desse auxílio espiritual efetivo. (CAMPBELL, 1990, p 11). 

Os mitos proporcionam a possibilidade de olhar para dentro de si a partir de uma visão complexa, que é formada através do esforço coletivo de diversas gerações em compreender o mundo, o mito é em si essa significação. Ele permite que se obtenha experiências de vida, num nível Inconsciente, mesmo sem tê-las vivido em nenhuma situação, já que estas, segundo Jung (2002), encontram-se vivas em seu Inconsciente Coletivo sobre a forma arquetípica. 

No que diz respeito a sua função psíquica, baseado nas asserções acima pressupõe-se que os mitos e os deuses servem como sinaleiros aos homens. Através de sua interpretação simbólica para a Psique do indivíduo, é possível lançar luz a quase toda sorte de dramas da existência humana referentes a estes conteúdos no Inconsciente coletivo.  

Essas representações de dramas coletivos aparecem em diversas culturas e grupos, emergindo com questões relativas ao contexto em que se encontram. Segundo Von Franz (1990, p. 19) “[…]o mito é formado por essa relação que se estabelece entre o conteúdo arquetípico e a produção consciente de material cultural”. Os elementos de determinado povo ou cultura são facilitadores na compreensão do sentido que aquele mito carrega, porém não inviabilizam o seu entendimento dentro de outros contextos. O mito possui muitas características que são específicas de uma cultura, porém possui também a característica arquetípica, que não restringe sua compreensão dentro de um nicho cultural. Logo, ainda hoje, qualquer mito, de qualquer cultura pode auxiliar a compreensão das situações psíquicas dos indivíduos.

Campbell (1990) afirma que hoje o mundo encontra-se “desmitologizado”, no sentido mais amplo da palavra. Os mitos, para ele, hoje, manifestam-se reduzidos, mas não o interesse por eles e pela mensagem que são capazes de repassar. Existe para ele, portanto, uma mitologia descaracterizada, que se limita em muitos casos a significados culturais levando a uma necessidade de criação de mitos.  

Ainda sobre a desmitologização crescente na atualidade, pode-se fundamentar um entendimento a cerca desse processo na fala de Vieira (2007) que problematiza sobre a dessacralização. Para ele, o homem contemporâneo dessacraliza os deuses e heróis de antes, o que de alguma forma reforça e fetichiza os mitos da pós-modernidade, ainda segundo o autor o consumo e todo o estilo de vida contemporâneo afasta o homem do real sentido do mito. 

Ao considerar o mito, dentro da perspectiva de Jung (2000), enquanto uma narrativa que é estruturada em figuras arquetípicas e cujo o enredo encerra em si um significado simbólico, capaz de agir como meio de transformação psíquica, observaremos que o mito encontra-se ainda persistindo na nossa cultura, mesmo que não receba o reconhecimento, nem se manifeste das mesmas maneiras de outrora. Segundo ele, um estudo que parta da psicologia dos povos primitivos, do folclore, da mitologia e também da ciência comparada das religiões, abre a perspectiva de um horizonte mais amplo da Psique humana “nos oferecendo os meios indispensáveis para compreensão dos processos Inconscientes”. (Jung, 2000 p 91). Então, ainda hoje, pode-se afirmar que nossa sociedade se encontra repleta de mitos modernos e significantes.   

Assim o mito, tal como é conceituado pela Psicologia Analítica e pelos antropólogos e estudiosos da religião como Campbell (1990) e Eliade (1991) não se enquadraria como uma fuga da realidade, uma fantasia ou fabulação primitiva, mas constitui em si uma realidade viva, assim como afirma Boechat 2008 apud (Cortes) representa uma forma de se colocar e de atribuir sentido ao mundo exterior e que permanece atuante no mundo moderno satisfazendo as necessidades simbólicas e de significado da Psique.  

Os mitos apresentam formas de representação da vida e dos mitologemas individuais, só que num nível de representação coletiva, indo de acordo com o que Boechat (2008) afirma a respeito dos mitos, segundo ele a mitologia é um sonhar coletivo, um sonhar de todos os povos. Além de os temas míticos retratarem situações humanas básicas, arquetípicas, como as chamou Jung, o Mito se faz então de nada mais do que a vida dos homens num nível simbólico, onde o mais importante é a sua essência, a energia arquetípica. Ao somar-se a própria perspectiva de Campbell sobre a desmitologização e a de Vieira sobre a dessacralização percebe-se que o que de fato precisa ser reconhecido na sociedade atual, não é a falta de mitos mas sim a necessidade de se estabelecerem figuras que componham este papel simbólico.  Nessa perspectiva muitos mitos, então como possibilidade simbólica, abarcam em si uma representação do que é considerada a Jornada do Herói, uma estrutura narrativa na qual diversos elementos arquetípicos se manifestar-se possibilitam um entendimento acerca dos processos psíquicos da individuação.  E podem ser observados nas mais diferentes culturas, e manifestações artísticas, inclusive as Histórias em Quadrinhos

A utilização de imagens e figuras como forma de expressar aquilo que o homem vivencia e sente acompanha a humanidade desde muito tempo. De fato, as manifestações artísticas servem ao homem como uma forma de equilibrar seus conteúdos psíquicos.

Super heróis, Manifestação artística e Inconsciente

Segundo Gaiarsa (1970) apud (RAHDE 1996, p.103): “Os acadêmicos […] dizem que os desenhos famosos das cavernas pré-históricas – que foram a primeira história em quadrinhos que já se fez eram um ‘ensaio de controlar magicamente o mundo’. Ora, estes desenhos controlavam […] a realidade e eram mágicos – sem mais”.

Estes desenhos primitivos, sendo considerados as primeiras Histórias em Quadrinhos na perspectiva de Gaiarsa ainda não fogem a definição atual de Histórias em Quadrinhos. De acordo com McCloud (1995, p.14), as Histórias em Quadrinhos podem ser definidas como “Imagens pictóricas e outras justapostas em sequência deliberada destinadas a transmitir informações ou provocar reações no espectador”. Nessas proto histórias em quadrinho já é possível observar essas características, embora ainda longe do formato estético que possui uma História em quadrinho atualmente.

De certa forma, pode-se considerar que sua essência já existia nesse primeiro momento e, dentro de uma perspectiva Analítica, estes primeiros desenhos podem ser interpretados como manifestação artística. De acordo com Jung (2005), o homem primitivo já fazia uso das manifestações artísticas para representar seus conflitos internos, num tempo onde ainda eram homens cujo a função Homem Social se apresentava muito presente, pois eles partilhavam quase todos das mesmas experiências, anseios e medos.

Para Couperie et all (apud RAHDE, 1996, p. 104), “O advento da história em quadrinhos foi preparado com uma longa evolução, cuja amplitude ultrapassa muito o domínio de seus primeiros protótipos na arte figurativa”.

Esta primeira explicação, já aponta para a observação de que o conteúdo presente nas Histórias em Quadrinhos, de alguma forma, traz em si as experiências que são reflexos do cotidiano e do contexto social, e por isso pressupõe-se que realizam esta capacidade de mobilizar mais do que apenas seu criador demonstra. De acordo com Jung (1995), o significado particular de uma verdadeira obra de arte reside no fato de que pode escapar das limitações do pessoal e elevar-se para além das preocupações pessoais de seu criador.

Com isso, pode-se considerar que, a partir do momento o qual a interpretação artística traz em si elementos que são de caráter geral, as Histórias em Quadrinhos também podem permitir este tipo de interpretação, pois estas manifestações indicam a possibilidade de transmissão de material arquetípico através do Inconsciente Coletivo. Jung (1975) acrescenta ainda que a existência do Inconsciente Coletivo indica que a consciência individual não é absolutamente isenta de pressupostos. Para o autor, ela encontra-se condicionada em alto grau por fatores herdados, além de possuir a capacidade de influenciar o ambiente social.

Esses padrões poderiam indicar novamente o quanto as Histórias em Quadrinhos, possuem ligação com a primitiva arte elaborada nas cavernas, tornando-se assim uma evolução desse método, que com o passar dos séculos, foi se aprimorando até tornar-se o que é hoje.

Radhe (1996) cita dois quadrinistas de renome para definir os quadrinhos enquanto manifestação artística, essas concepções segundo ela são, arte sequencial por Eisner (1989) e imagem imaterial na perspectiva de  Maffesoli (1995),  e embora distintas no nome  ambas partem do pressuposto que  as Histórias em Quadrinhos, são  uma forma de expressão visual além da matéria, isto é, oriunda do imaginário e do sonho, traçando então um paralelo entre ambas as proposições e a Psicologia Analítica, pressupõe-se que os quadrinhos ao ser enquadrados como manifestação artística influenciam diretamente o Zeitgeist

Nas primeiras décadas do século XX, mais precisamente nas décadas de 20 e em meados da década de trinta, os quadrinhos encontravam-se em franca expansão. E foi então que surgiram as primeiras narrativas de estórias fantásticas, que fugiam de alguma forma ao cotidiano e traziam conteúdos heroicos e arquetípicos. Eram as histórias de Heróis como Tarzan, Mandrake, o Fantasma, Dick Tracy e Flash Gordon, por exemplo.

Estas narrativas já possuem uma característica que é interessante ressaltar nesse estudo, começam a utilizar-se de Personagens que fogem ao cotidiano e, de alguma maneira, possuem uma característica de possibilitar uma compensação ao momento vivido. Não seria de se estranhar que estas Histórias em quadrinho, neste período, encontraram muita difusão. Primeiro por conta dos pós primeiros guerra mundial e em seguida após a quebra da Bolsa de Nova York em 1929. E, partindo do pressuposto que já fora estabelecido nesse estudo, os quadrinhos possuem uma capacidade de transportar o leitor a uma forma de compensação de suas características psíquicas.

Como naquele momento os artistas que produziam as HQ’s também se viam envoltos nesse contexto de mudança social e que de alguma forma assolava a sociedade, justifica-se que a arte propicie uma possibilidade de “fuga” e a projeção e identificação com Heróis fora do cotidiano, de alguma maneira propicia esta possibilidade. Segundo De Moya (1999, p. 76) “A volta de Rousseau em Tarzan e a fuga (ou conquista) do espaço em Buck Rogers faziam parte do quadro social de 1929” e, simbolicamente, ambos os locais representam o Inconsciente, tanto a floresta que segundo Von Franz (1984) é o encontro com o desconhecido, assim como o espaço sideral naquele contexto representavam um objetivo de exploração para o homem, que sempre almejou conhecer o que estava além de sua compreensão. É nesse momento em que se estabelece a estrutura narrativa que dá origem aos quadrinhos como são conhecidos atualmente. De alguma forma, todo esse processo de evolução culmina com a denominada era de ouro dos quadrinhos que marca uma revolução no conteúdo que emergia nas Histórias em Quadrinhos, surgem então novos heróis que possibilitam almejar uma realidade diferente,

A seguir será abordado, com mais profundidade, a questão relativa a influência dos quadrinhos no Zeitgeist, a relação dialética entre esta manifestação artística e o contexto sócio-histórico-cultural na qual elas se desenvolvem. Por hora, é suficiente a explanação de Dutra apud Jarcem (2007 p. 02) “As Histórias em Quadrinhos, como todas as formas de arte, fazem parte do contexto histórico e social que as cercam. Elas não surgem isoladas e isentas de influências. Na verdade, as ideologias e o momento político moldam, de maneira decisiva, até mesmo o mais descompromissado dos gibis […]”.

Zeitgeist e inconsciente coletivo

Até então, nas primeiras décadas do século XX,  personagens como Tarzan, colocariam o leitor como um jovem criado na selva ,fato este que simbolicamente o torna  mais ligado a seu inconsciente e suas questões instintivas, Buck Rogers  possibilitaria uma projeção com elementos mais aventureiros, Dick Tracy em suas aventuras faria aflorar o lado mais misterioso e investigativo da Psique, porem após a década de 30  este contexto seria modificado com a inclusão de um elemento que elevaria o nível de fantasia presente nas HQs, já que os protagonistas e personagens principais eram majoritariamente humanos,  ate a  chegada do ultimo filho de Krypton.

Jarcem (2007) aponta que o Superman havia sido criado em 1933 porém só chegarias as bancas em 1938 e poucos meses depois teria início a segunda guerra mundial. E segundo o autor, “No caldeirão ideológico daqueles anos os quadrinhos logo despertaram interesse políticos” (JARCEM, 2007, p. 3).

De acordo com Dutra apud Jarcem (2007 p. 02) “As Histórias em Quadrinhos, como todas as formas de arte, fazem parte do contexto histórico e social que as cercam. Elas não surgem isoladas e isentas de influências. Na verdade, as ideologias e o momento político moldam, de maneira decisiva, até mesmo o mais descompromissado dos gibis […]”.  Com isso o Superman, se justifica como fruto de uma  possível necessidade inconsciente que emergira do inconsciente coletivo naquele momento por conta de  todas as tribulações sociais.

Toda essa movimentação criada nos quadrinhos enquanto reflexo social, vai de acordo com a possibilidade de representação do Zeitgeist , que a arte possui. Segundo Hegel (1992), o Zeitgeist, é definido como o espírito de época, é o movimento que existe na sociedade dentro de um momento no tempo. Esse espírito de época mobiliza os sujeitos que vivem nele de alguma forma como uma influência no contexto sócio-histórico-cultural através da manifestação artística, que representa sempre um conteúdo a ser expressado e conceitualizado

Nesse sentido pressupõe-se  aqui que o Zeitgeist é uma manifestação arquetípica oriunda do inconsciente coletivo, por isso se faz  capaz de manifestar-se não apenas individualmente mas sim coletivamente, haja vista que o arquétipo se manifesta a partir do inconsciente coletivo pois segundo Jung (1975),  essas imagens primordiais que se denominam arquétipos, pertencem ao substrato fundamental da Psique Inconsciente , não podem partir da experiência de vida do indivíduo ou mesmo somente através de suas aquisições pessoais. O Inconsciente Coletivo, como citado pelo autor, é uma outra dimensão, uma camada ainda mais profunda do que o Inconsciente individual e contem em si material que é inerente a toda a humanidade.

O Inconsciente Coletivo compreende toda a vida psíquica dos antepassados desde os seus primórdios. É o pressuposto e a matriz de todos os fatos psíquicos e por isto exerce também uma influência que compromete altamente a liberdade da consciência, visto que tende constantemente a recolocar todos os processos conscientes em seus antigos trilhos (JUNG, 2002, p. 144)

É por conta dessas manifestações arquetípicas que os heróis e personagens surgidos nas Hqs estariam relacionados com uma necessidade coletiva pois, através da função transcendente, que segundo Jung (1998) é a possibilidade do inconsciente reconhecer em elementos externos conteúdos que agregam a seu próprio desenvolvimento ou equilíbrio os heróis que se difundem em dado momento histórico conseguem cumprir essas função principalmente por serem manifestações de temas arquetípicos.

Dentro dos estudos que se referem ao conteúdo arquetípico, a Psicologia Analítica de maneira geral já direciona seus estudos sobre o  arquétipo do herói ,essa manifestação arquetípica ocorre nas mais diversas formas de narrativa ,que partem desde as antigas mitologias, aos contos de fada, cinema e aqui considera-se as Historias em Quadrinho como forma de manifestação não somente  do arquétipo do Herói como de muitos outros arquétipos.

A mitologia era repleta de Deuses e Heróis que constituíam aspectos da realidade de seus povos, todos estes diversos personagens arquetípicos eram como  as diversas personas que  somos capazes de adquirir de acordo com a situação em que nos encontramos. Atualmente as Historias em Quadrinhos podem apresentar em suas paginas diversos elementos que são influencia direta de acontecimentos e fatos sociais o que  apontaria uma possibilidade de nos colocarmos nestes personagens.

Tomemos aqui como exemplo o Héroi Luke Cage, criado na década de 70 como representante do movimento negro pela luta de igualdade de direitos que naquele momento se via em alta nos E.U.A ,a partir da figura dele os leitores negros puderam encontram uma forma de representação de um herói que tratava dos anseios ligados a realidade em que se encontravam pois sendo o herói um representante arquetípico e sendo o mito uma representação da realidade os leitores tinham ali uma figura palpável para identificarem suas questões.

A própria Mulher Maravilha ao ser criada como representante das mulheres e dos direitos feministas ,como símbolo do empoderamento feminino, durante o período da segunda guerra mundial também desempenhara essa possibilidade, ou mesmo  o Homem Aranha que representa pelo menos em suas historias mais clássicas o típico garoto rejeitado que assume  muito cedo diversas responsabilidades também serve como um breve exemplo da possibilidade criada pelos quadrinhos para identificação seja consciente ou inconsciente com a figura do Herói das HQ’s tanto quanto em seu tempo a mitologia representavam para os povos antigos, historias fantasiosas que traziam elementos do cotidiano e serviam como um farol para a Psique se guiar mediante  as situações que vivencia.

Essas representações de dramas coletivos aparecem em diversas culturas e grupos, emergindo com questões relativas ao contexto em que se encontram. Segundo Von Franz (1990),  O mito seria  formado por essa relação que se estabelece entre o conteúdo arquetípico e a produção consciente de material cultural. Os elementos de determinado povo ou cultura são facilitadores na compreensão do sentido que aquele mito carrega, porém não inviabilizam o seu entendimento dentro de outros contextos. O mito possui muitas características que são específicas de uma cultura, porém possui também a característica arquetípica, que não restringe sua compreensão dentro de um nicho cultural. Logo, ainda hoje, qualquer mito, de qualquer cultura pode auxiliar a compreensão das situações psíquicas dos indivíduos.

Consideradas então as histórias em quadrinhos enquanto manifestação artística, e o Zeitgeist enquanto manifestação arquetípica, e por isso dotada dessa potencialidade de influenciar e ser influenciado pelo contexto sócio-histórico, pretende-se aqui demonstrar a correlação entre as historias em quadrinhos e a estrutura narrativa mitológica, constituindo assim uma mitologia moderna na qual o panteão é formado pelos diversos personagens que hoje povoam o inconsciente coletivo, das mais diversas faixas etárias .Nossos Hérois e Divindandes nesse sentido hoje se encontram representados simbolicamente nas Figuras do Superman, Batman, Flash, Demolidor ,Homem Aranha ,X-men, entre tantos outros.

Encontram-se hoje series e filmes tanto de heróis mais populares como é o caso dos Vingadores, Superman, Batman e Homem Aranha nos cinemas, como estórias de menor projeção como   Lúcifer, Izombie ou Preacher que, de alguma forma, encontram nas series uma possibilidade de irem além das páginas das HQs.

Na próxima parte mergulharemos um pouco mais fundo nas representações especificas!

Referências bibliográficas

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CAMPBELL,Joseph O Herói de Mil faces. São Paulo: Editora Cultrix 1993

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