A gente consegue citar uma lista com alguns motivos pra não termos acesso a psicologia analitica, mesmo esta sendo uma linha com alguns pensamentos que são até semelhantes a alguns outros teoricos.

Mas eu vou elencar 3 motivos principais aqui.

Preconceito, elitismo e falta de pessoas capacitadas. E o pior é que esses motivos se fortalecem e acabam prejudicando a exposição adequada da teoria.

O Preconceito se fundamenta nas acusações de que Jung era mistico, ou na ideia de que a psicologia analítica é pouco cientifica.

Fazendo parecer que a teoria é uma viagem de àcido com chá de cogumelo,o que não condiz com a realidade.

O que é algo bem idiota por si só, e demonstra nenhum conhecimento sobre as produções do próprio Jung.

Esse preconceito foi incentivado ao longo da historia da Psicologia, principalmente por um movimento liderado, por um certo psicanalista, dentro do circulo de Viena.

Não,não foi o Freud, mas teve o aval dele.

Foi o Enerst Jones. Não sabe quem foi? Dá uma olhada na historia do movimento psicanalítico e da própria psicologia que você vai se ligar quem é. Procure pelo comitê secreto Freud-Jones.

No Brasil, a difusão da psicologia analitica se deu de meio quase clandestino. Consumir Jung era algo quase proibido, quase uma droga contrabandeada de maneiras escusas.

Boa parte da expansão da psicologia Brasileira se fez em bases psicanaliticas, logo o fantasma de Jung precisava ser exorcizado desses meios, já que o comitê organizado por Ernest Jones que tinha como objetivo proteger a psicanalise, ou o Dr Freud, e alem disso f*der a vida acadêmica do Jung. Essa postura do Jones, muito possivelmente, foi motivada por ciumes já que o Jung ocupava um lugar especial no coração do velho Freud.

Juntaram-se então sob a égide do papa Freud: Ferenczi, Rank, Abraham, Sachs e o Jones pra proteger a psicanalise da devastação e levar a boa nova a todos os povos.

Vocês conseguem mais informações sobre isso lendo os livros de correspondência entre Freud e Jung, e tem alguns artigos sobre o assunto.

Porquê, eu tô falando disso novamente?

Porque é importante pra entendermos lá na frente que esse rompimento deixou magoas nos corações tanto psicanalíticos quanto da vindoura psicologia analítica, e pessoas magoadas e ressentidas, não costumam pensar direito e esse ressentimento fez o fantasma de Jung ser algo fortemente recalcado na historia da Psicologia.

O tempo passou, e lá pela década de 60, a Psicologia chegou enquanto formação no Brasil, até esse momento a gente não pode pensar que ela não existia. Ela ja tava ai mas tava intimamente ligada a educação e a filosofia,como um cérbero guardando o caminho do inconsciente.

Nesse período, pré decada de 60, onde se tinha a Nise da Silveira, que já trabalhava com elementos da psicologia analítica, mas não vamos pensar Nise como junguiana não pois eu acho que ela é maior que isso. Junguiano na verdade é um termo que deveria ser extinto, quem leu a prática da psicoterapia sabe bem.

Mas com a instituição do curso de Psicologia, curiosamente, a psicanalise acabou se sobressaindo como base curricular de muitos cursos, e aqui eu não sei dizer exatamente o pq.

O fato é que, os registros históricos apontam que vc ja tinham produções nacionais de viés psicanalista na década de 20, então talvez ela tenha tido maior espaço pra crescer nesse útero em que a psicologia brasileira estava sendo gestacionada.

Nesse final da decada de 60, com a instituição do curso de Psicologia e os tramitês de regulamentação, a gente já tinha o Behaviorismo radical do Skinner, que entre 40 e 50 teve um apicé gigantesco e já tinhamos o surgimento do Humanismo em franca ascensão acho que na decada de 50.

Se alguém souber me responder o motivo da psicanalise ter tido a influência que teve nesse momento, eu agradeço. A grande ironia nisso tudo é que a Psicanalise se propõe a ser um saber psi em si, e não um viés da Psicologia então eu realmente fico meio em dúvida com isso.

E ai que entra a dificuldade em construir uma fala sobre Jung, estruturada no preconceito.

Ele foi excecrado do movimento psicanalitico, teve varias tretas com o Freud, recalque geral, mecanismos de defesa, Jung vc já foi mais humilde.

Lembra que eu falei do ressentimento que ficou pós rompimento? É ai que a gente consegue aplicar um conceito psicanalitico chamado o retorno do recalcado. Você estava falando de psicanalise e em algum momento iria se esbarrar em Jung. Falar em Jung era tão inevitavel quanto o Thanos.

Mas se houve um esforço grande pra recalcar Jung, não dava pra esperar que o que se poderia falar dele fosse algo positivo.

Se fosse bom sujeito, o benevolente Dr Freud, ainda o teria tido no lugar de principe herdeiro ( contem ironia e sarcasmo).

E quando a figura do Jung ressurge, ou surge, como elemento a ser considerado pelo ensino da Psicologia, já que goste você ou não, ele teve uma importância grande, ele aparece com esse olhar distorcido e contaminado pelo esforço que se fez de mante-lo recalcado.

O fantasma de Jung ataca novamente.

Mas alem das questões envolvendo a treta com a psicanalise, alguns elementos teoricos tambem contribuíram pra esse afastamento das ideias Junguianas não só pela academia mas pelos psis em geral.

A mais obvia aqui é a concepção de que a Psicologia analítica é pouco cientifica e que os pressupostos junguianos não tem muito valor. Como visto anteriormente a movimento psicanalítico sustentou essa fala, mas não era só nesse meio que se pensava assim. e por isso dizer que Jung é mistico é algo tão problemático,nesse espaço.

O olhar de Jung para alem do que se pensava foi muito promissor, e vanguardista de certa forma. Vale lembrar que no meio do seculo passado, pensar o inconsciente era sempre algo muito peculiar.

E hoje olhando pra trás a gente consegue traçar vários paralelos entre elementos que são constituintes da Psicologia Analítica e elementos de outros teoricos. Não acredita? Se liga em alguns exemplos que o Samuels traz lá no “manual de Cambridge para estudos junguianos”


Não que sejam a mesma coisa e proponham a mesma explicação mas podem servir pra questionarmos: Por qual razão, quando Jung falou algo semelhante, isso não foi tão bem aceito?

Mas houveram tbm algumas polêmicas,envolvendo Jung e que tbm atrapalharam um pouco esse estabelecimento.

Jung foi envolvido em uma polêmica com relação ao nazismo. Esse fato talvez seja um dos mais obscuros e que se tem menos dados plausiveis e prejudicou o olhar sobre Jung. Alguns escritos podem ser considerados anti-semitas, bem como o envolvimento do Jung com as politicas psicoterapeuticas alemãs da decada de 30.

Biógrafos apontam que se envolver foi uma forma de tentar ajudar ” de dentro” e esse assunto se dá quase que por encerrado.

Em muitos trechos, como bem aponta o manual de Cambdridge para estudos junguianos, alguns escritos do Jung trazem elementos que podem ser considerados racistas e misógenos.

O cara mirou nos temas certos, mas abordou de jeito equivocado em algumas situações.

Mas a gente só consegue ver isso hoje, depois que esse tempo já passou

No meio dessas polêmicas todas a figura do Jung acabou sendo prejudicada.

O intuito aqui não é denegrir nem defender, mas expor os fatos.

E os fatos são que as polêmicas em torno de Jung vão bem alem da questão do misticismo.

A gente tem ai tbm os envolvimentos românticos com pacientes

Os apontamentos de que Jung não batia muito bem e teria uma estrutura psicótica

Ai entra a parte mais complicada disso tudo.

Pq se vc olhar de perto, boa parte dos teoricos da Psicologia foram bem cuzões em suas vidas pessoais.(Acho que talvez o Rogers não, o Rogers parecia um ursinho carinhoso.)

E ai, como a gente separa a teoria do sujeito que a  “concebeu”? Onde fica essa linha? Dá pra invalidar a teoria?

Sempre vale a pena ler as biografias pra desconstruir o culto a personalidade e saber que eram pessoas, e não divindades seja lá qual for a linha.

Pra quem não tá ligado, o culto a personalidade é um movimento de exaltação das qualidades de uma figura publica ou celebridade.

Esse movimento atrapalhou muito a difusão da Psicologia Analítica, pois se a gente olha dois parágrafos pra cima veremos o quanto de coisa tinha envolta na figura de Jung e que era “recalcada” pelos psicólogos “junguianos”.

Mas se dentro da Academia, Jung era meio deixado de lado sua Psicologia acabou encontrando espaço fora dela,

Ele foi ficando cada vez mais conhecido como um cara que rompeu com a ciência e ousava pensar fora dos paradigmas ciêntificos.

Um gênio a frente do seu tempo.

Corajoso por romper com Freud

E aqui é importante levantar um parentese.

A Psicologia de Jung é anticientifica?

É Pseudociência?

É Metafisica?

A gente tem considerar a psi analitica mais uma filosofia do que Psicologia?

Cade os dados objetivos disso ai? Como a gente reproduz esse troço?

Eu vou voltar pra falar sobre todas essas questões  em uma série exclusiva de posts, mas percebam aqui o quanto esse pensamento se sustentou em coisas que foram sendo construídas desde a publicação de ” Símbolos da transformação da libido” que a gente pode marcar ai como a ultima pá de terra sobre o caixão que foi enterrada a relação do Jung com Freud.

Acho que o fato de Jung tentar falar sobre os elementos que fogem do habitual dentro do meio acadêmico da Psicologia e ai você pode inserir aqui o seu tema favorito (alquimia,mito,incorporação,sincronicidade, ets,deus,etc etc) fortaleceram cada vez mais a noção de que ele era um iluminado, alguém que conduziria a humanidade aos conhecimentos ocultos do inconsciente.

Jung morreu em 1961, até então sua psicologia tinha uma certa difusão, o Homem e seus simbolos foi uma tentativa de auxiliar nesse caminho, mas foi nos anos seguintes que seus conceitos foram cada vez mais absorvidos, pelo movimento nova era.

Nova era foi um movimento que começa ai no fim da decade de 60 e traz essa mistura de varios saberes e filosofias ocultas, misticismo, obscurantismo e etc. Esperando chegar um novo tempo,uma nova era só vibrando amor e paz

A psicologia de Jung caiu como uma luva, se você pega arquétipo, inconsciente coletivo, sincronicidade ou outros elementos fora do contexto e da explicação teórica casa direitinho.

O problema é que fazer uso de Jung nesses contextos era recorte.

Quase uma evidência suprimida, ou cherry pick, que é uma falacia de escolher quais dados e elementos favorecem a sua narrativa.Que inclusive é uma das criticas a propria psi analitica.

Mas o fato é que essa postura colocou Jung contra uma das coisas que ele mesmo pregava.

Se não me engano, em “a pratica da psicoterapia”, ele fala sobre como não quer que a Psi analítica seja um culto como aquela linha lá daquele famoso médico, era tratado por alguns seguidores.

Essa elevação “espiritual” colocou o saber de Jung no Nirvana,ou como eu gosto de dizer, Jung o Shaka de Virgem, mas afastou cada vez mais da comunidade cientifica.

A psicologia de Jung era empirica, e isso entra em choque com o modelo cientifico cartesiano.MAs se aplicarmos essa lógica a gente joga no vaso e da descarga na Psicanalise, na Gestalt, no humanismo, Nas teorias do Piaget, que são contribuições supér validas pro entendimento humano.

Talvez sobrasse Behaviorismo e Neuropsicologia?

Mas as linhas teóricas não são só ciência, no sentido estrito elas são maneiras de olhar, são também filosofias de entendimento do humano e dos seus fenômenos que se somam a ciência Psicológica.

Elas não precisam “negar” um olhar cientifico e pensarem estar acima dessa construção.

Pelo contrario, podem e devem ser complementares.

Hoje a gente pensa que existem diversas formas de se fazer uma pesquisa e torna-la cientifica mesmo que não seja uma replica do modelo das ciências exatas, que foi oque se tentou fazer com a psicologia e os saberes Psi.

Acabou que no meio disso tudo o Jung foi aceito no meio “mistico”, religioso, ou como eu costumo dizer “esquizomistico” pq rompeu com a academia, quando na verdade fora praticamente enxotado, e isso dificultou cada vez mais a utilização da Psi analitica dentro da academia.

Essa cisão permanece ai ecoando bem forte e até hoje, mas ela não precisa ser mais reproduzida. E aqui a ideia do Jung mistico, tem que ser desmistificada. Principalmente pq o psicologo precisa se fiar em uma etica de trabalhar com Psicologia e não com qualquer outra coisa.

O Jung mistico pejorativo não cabe na academia. Pode ser que caiba  em qualquer outro lugar?? Sei lá.

Mistico no sentido contemplativo e referente a saberes e mistérios cabe em Jung. Mas cabe em todos os Psicólogos, pois o inconsciente é a fonte primordial dos mistérios humanos. Não erroneamente o deus Hermes pode ser simbolicamente associado com a nossa profissão. Fazendo esse caminhar entre inconsciente e consciência e trazendo esses mistérios a tona.

A psicologia junguiana ficou atrelada lá aos fenomenos misticos como falamos na ultima parte do dossiê, e isso pode ter levado a uma propagação da teoria muito mais forte nesses meios do que no meio academico.

Mas o fato fundamental é que para ler Jung se faz necessário ler muito mais coisas.

Você não simplesmente lê Jung e consegue absorver como se tivesse baixando da Matrix, tem uma porrada de citações e leituras complementares que ajudam nesse processo

E ao meu ver, esse talvez seja um dos principais motivos para se manter a Psicologia Analítica elitizada, o acesso a informação, principalmente as outras leituras para alem do Jung.

Pra entender melhor Jung é preciso ler mitologia, historia,filosofia,alquimia,pipipi popopo.

Ou seja, é um rolê complexo.

Você pega um livro como Mysterium Coniunctionis, que tem umas notas de rodapé gigantescas cheia de referencias em latim…fica difícil acompanhar as vezes.

E o ponto que eu quero levantar com isso é o seguinte.

Ler e estudar Jung é complicado e bem chato em alguns momentos, requer ficar dando voltas e voltas e complementar esse saber com outras coisas. Leitura não esta lá entre a cosias mais popular no Brasil, e pra se aprofundar em Jung cê tem que ler mais do que apenas as obras completas. E ai parece mais conveniente que esse saber se mantenha em um circulo hermeticamente fechado,O que mais se vê é se falar de Jung para Junguianos, dentro da sociedade do anel.

Mas dá pra falar de Jung pra todo mundo, não é necessario manter esse lugar especial. Essa “iluminação” de ter entendido Jung e ter transcendido, de algum jeito.

A gente vê hoje um interesse crescente pela teoria e pelos escritos junguianos.

Mas ainda sim o discurso de que Jung é muito difícil vigora, e é por isso que falar de Jung de maneira acessível é importante.

Quase sempre a ideia de Jung vem atrelada aquele misticismo,e explicar Jung fora disso, sem recorrer as falacias reducionistas exige um manejo da teoria que as vezes falta dependendo do assunto.A psicologia Junguiana é muito vasta, é um unvierso em si, mas que não precisa ficar girando em torno do seu proprio eixo

Quem tem o rapport que o Jung tinha de articular saberes?

Quem tem grana e tempo pra estudar essa porrada de coisas?

Quem consegue acompanhar numa boa as infinitas citações em latim?

Quantos pretos e pobres cê vê falando de Jung por ai?

Por isso a Psicologia Analitica é elitista.

Ela requer um base pra um entendimento mais profundo que é quase uma base arquetípica dos saberes da humanidade.E isso desanima muita gente.Em todos esses anos falando sobre Jung e ensinando sobre Jung essa dificuldade quase sempre aparece como uma questão .Mas por mais que seja complexo, não precisa ser complicado. Dá pra ler e entender Jung, e romper essa barreira.

É importante saber e conhecer esse monte de coisa?

É, mas de acordo com o seu ritmo com a sua disponibilidade e mais do que isso eu acho que poucas são as interpretações” que não podem ser retomadas em outros momentos

Então assim, se aquele conteudo arquetipico apareceu muito forte vc foi trabalhando junto com o paciente  mas sente que ficou “faltando” da sua parte saber sobre aquele simbolo ou aquela imagem arquetipica.

Você pode pesquisar posteriormente, e retomar isso quando for pertinente, afinal, cê não tem todas as respostas e saberes do mundo, nem precisa ter.

Desde o inicio do dossiê já falamos do comitêFreud Jones, falamos do inicio da Psi Analítica no Brasil, falamos sobre o esquizomisticismo, falamos sobre o elitismo na linha e hoje vamos falar do ultimo fator que dificulta o contato com Jung e essa culpa todos que se denominam “junguianos” carregam um pouquinho.

Acho que dá pra começar falando um pouco sobre o esteriotipo do “junguiano”, e sempre entre aspas pq existe uma polêmica ai em torno do uso do termo,que Jung reprovava.

Mas o fato é que quando se fala em Psicologia Junguiana, existe um esteriotipo no imaginario popular de que “junguiano” e sempre cirandeiro, com um beck na mão e uma Ayhuasca engatilhada.

Que “junguiano” joga tarot,lê mapa astral e acende incenso entre os atendimentos.

E se a gente pensar essas praticas na vida privadas de cada um, tá show de bola, não tem problema algum.

Mas repara em quando vc vê as paginas por ai falando de Jung, principalmente quando quem faz o post não conhece a teoria se não se recorre a esse esteriótipo?

Isso é ruim? Isso é errado? Não sei, mas que dificulta pra quem quer falar de Jung de maneira séria e responsável dificulta.

E ai vc tem dois trabalhos, que é o de levar a informação adequada e de desconstruir esse pensamento, que se fundamenta em tudo que já falamos nas outras partes do dossiê até aqui.

Dentro do movimento, se é que dá pra chamar assim, a gente tem tbm um outro polo, que é ironicamente, quase o oposto complementar do “junguiano” mistico cirandeiro, que é o “junguiano” cabeçudo hiper intelectualizado que parece não falar o mesmo idioma dos reles mortais e só se comunica entre os seres que já atingiram a individuação.

E ai isso vai de encontro com o que a gente falou na parte anterior do dossiê de manter o elitismo dentro da teoria

O ponto crucial aqui é que muitas vezes nos que estudamos e trabalhamos com alinha som os os principais responsáveis em não facilitar o acesso a ela.

Quando a gente vê alguem que se denomina junguiano e trabalha com a psi analítica fazendo uso de técnicas não psicologicas, como parte de um processo psicoterapêutico de maneira indevida esa pessoa tá reforçando o esteriótipo do misticismo, alem da infração do código de ética caso seja psicóloga.

Como já ouvi de gente que fazia mapa astral de paciente como elemento “diagnóstico”

Quando a gente vê o “Junguiano” que só usa linguagem rebuscada e só fala entre os seus, a gente tá reforçando o conceito de que Jung é dificil e elitista.

A gente reclama muito de todos as dificuldades que a teoria encontra,seja por preconceito seja pelas rixas teóricas, seja por desconhecimento mas nós contribuímos em grande parte pra manter esse Ourobouros ai.

Não adianta só a gente culpar o velho Freud e as pilantragens ao longo do percurso, se a gente tbm não se movimenta pra reduzir esse abismo e criar pontes que facilitem Jung na universidade por exemplo.

Se a gente não entende que a teoria, pode e deve ser criticada e contestada como forma de evolução, se a gente não bota a cara pra falar das questões polêmicas que envolveram a vida do Jung, se a gente não defende que Psi analítica é sim ciência, e não um rompimento com o entendimento acadêmico e não tem nada de cientifico.

Não que algum de nós vá mudar o mundo, mas a gente consegue fazer avanços em diminuir esse preconceitos e percepções que no fim das contas atrapalham a nossa própria pratica.

Você pode ou não se designar junguiano, mas independente disso o fundamental é tentar fundamentar o máximo possível da linha teórica que você escolheu pra poder argumentar sobre ela.

Se você se denomina “junguiano” e não entende o minimo da linha, você pode prestar um desserviço não a teoria, pois via de regra ela não depende da gente, mas, a sua pratica em primeiro lugar.

ra encerrar esse dossiê acho que nada mais justo do que fazer a mea culpa, de olhar pra nossa propria prática, pra nossa própia clínica e repensar em que podemos contribuir.

Será que não somos coniventes e alimentamos esse afastamento que tanto nos atrapalha?

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